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Antes de enviar um documento quase sempre sobra alguma coisa: páginas em branco que o scanner colocou, uma capa, uma anotação interna que não deve sair. Marque as que você quer tirar e receba o resto.
Como funciona
As páginas preservadas são copiadas como estão: texto selecionável, vetores nítidos, imagens byte a byte. Nada é recomprimido.
O arquivo resultante costuma pesar um pouco menos, na proporção do que foi tirado. Se o seu objetivo principal era reduzir o peso, comprimir é a ferramenta indicada, não excluir páginas.
A página excluída não é escondida nem deixada em branco: ela não é copiada para o documento novo, então não sobra nada dela dentro do arquivo.
O que permanece são os metadados do documento. Autor, programa e datas continuam ali, e para removê-los existe uma página específica.
As duas ferramentas chegam ao mesmo documento por caminhos opostos: uma pede as páginas que saem, a outra pede as que ficam. Num relatório de oitenta páginas do qual você quer três, extrair custa escrever três números; excluir custa escrever setenta e sete.
Vale a inversa com a mesma força. Tirar a capa e duas folhas em branco de um documento de sessenta páginas é excluir três números, e fazer isso por extração seria digitar a lista inteira do que sobra. Escolha pela lista mais curta; o arquivo final é idêntico.
A numeração que vale aqui é a das páginas do PDF, contadas de 1 a partir da primeira. Isso costuma divergir do número impresso no rodapé: um relatório com capa, folha de rosto e sumário pode ter a «página 1» impressa na quarta folha do arquivo.
A diferença é responsável por quase todo erro nesse tipo de operação. Antes de escrever a lista, abra o PDF no seu leitor e confira o número que ele mostra na barra, que é o mesmo que esta página usa. Se a exclusão sair errada, o original continua intacto no seu aparelho — nada foi sobrescrito.
É o caso mais comum. Um alimentador com digitalização frente e verso produz o verso em branco de cada folha impressa só de um lado, e um documento de trinta páginas chega com sessenta, metade delas vazias.
Elas raramente estão de fato vazias: costumam ter uma sombra da folha, uma faixa cinza da borda ou o ruído do sensor, e por isso um detector automático de páginas em branco erra nos dois sentidos. Passar os olhos e escrever os números pares é mais rápido e mais confiável do que discutir com um limiar que você não controla.
Não. Tudo acontece no seu navegador, que é o que se procura quando o que se tira é justamente o que não podia sair.
Fica. O documento novo é construído copiando só as páginas que você mantém; a excluída nem chega a ser escrita.
Dá, soltas ou em trechos, por exemplo «2, 5, 9-11».