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Escolha um multiplicador e o vídeo volta nessa velocidade, com a mudança gravada no arquivo em vez de escolhida num player. Nada é recodificado: os tempos são reescritos e os quadros copiados, então termina em segundos e não custa qualidade.
As vozes ficarão mais agudas ou mais graves: o tom acompanha a velocidade.
Como funciona
Isto é o que vale saber antes de usar. O som é acelerado junto com a imagem, então em 2x as vozes sobem de tom e em 0,5x descem — o mesmo efeito de um disco na rotação errada. Não é defeito, é o que acontece ao tocar amostras mais rápido.
Manter o tom ao mudar a velocidade é outra operação, chamada esticamento temporal, que é o que um player faz quando você assiste em 1,5x. Ela corta o som em fragmentos e os sobrepõe, o que é processamento de sinal de verdade e não um ajuste. Aqui isso não é oferecido.
Então esta página serve para um timelapse, um clipe desacelerado que você quer examinar, ou qualquer coisa sem fala. Para uma aula que você vai ouvir, mudar a velocidade no player é a resposta melhor e não custa nada.
Cada quadro de um vídeo carrega um carimbo de tempo dizendo quando deve aparecer. Mudar a velocidade aqui é dividir esses carimbos pelo multiplicador e escrever os quadros de volta intactos. Nenhum decodificador roda, nenhum codificador roda, e nenhum pixel muda.
Por isso um arquivo de vinte minutos termina em segundos onde redimensionar o mesmo arquivo levaria minutos, e por isso o resultado é bit a bit tão bom quanto o original. Também significa que o tamanho quase não muda: são os mesmos quadros, só rotulados de outro jeito.
Nada é acrescentado e nada é jogado fora. São reescritas as marcas de tempo dos quadros existentes, para que cheguem mais próximos ou mais distantes entre si — por isso termina quase na hora e por isso todo quadro que a câmera gravou continua no arquivo.
A consequência é aritmética. Um clipe a 30 quadros por segundo reproduzido na metade da velocidade vira um clipe a 15, e 15 é onde o movimento começa a parecer uma sequência de slides. Acelerar tem o efeito oposto e inofensivo: os mesmos quadros chegam mais rápido, e o resultado fica mais fluido que o original, não menos.
Uma câmera grava cada quadro com uma pequena quantidade de borrão de movimento, proporcional ao tempo que aquele quadro ficará na tela. Diminua a velocidade e o borrão continua lá enquanto o quadro agora se demora: o movimento rápido se lê como borrado em vez de lento.
É por isso que câmera lenta de verdade se filma em alta taxa de quadros em vez de ser desacelerada depois, e por isso o modo de câmera lenta do celular leva a câmera a 120 ou 240 quadros por segundo antes de você apertar gravar. Reduzir pela metade uma filmagem comum costuma ficar bem; reduzir a um quarto quase nunca, e nenhum processamento recupera quadros que jamais foram capturados.
A relação é direta: na velocidade 2 o clipe dura metade, na velocidade 0,5 dura o dobro. Um vídeo de dez minutos a 1,25 vira oito, e a 0,8 vira doze e meio.
Vale calcular antes quando há um limite do outro lado — um envio com teto de duração, um espaço numa apresentação, um formato de anúncio. Desacelerar para mostrar melhor um detalhe é o motivo mais frequente de um clipe passar de um limite que antes respeitava, e o problema só aparece na hora do envio.
Sim. O áudio é acelerado com a imagem, então as vozes soam mais agudas em 2x e mais graves em 0,5x. Manter o tom exige esticar a forma de onda, uma operação diferente e bem mais pesada que a desta página, por isso a página avisa em vez de surpreender.
Não. Só os carimbos de tempo de cada quadro são reescritos; nada é decodificado nem codificado, então cada quadro chega exatamente como saiu. Por isso leva segundos em vez de minutos e o arquivo fica com mais ou menos o mesmo tamanho.
Não. Os tempos são reescritos dentro do seu navegador e o arquivo nunca sai do seu aparelho. Como não há codificação envolvida, esta é uma das coisas mais baratas que se pode fazer com um vídeo.
De uma gravação normal, não. Desacelerar segura cada quadro existente por mais tempo, então o movimento fica em degraus em vez de fluido. Câmera lenta real precisa que esses quadros tenham sido gravados, por isso os celulares pedem esse modo antes de filmar.