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Aqui você converte ASS para VTT de graça e sem conta: solte o arquivo acima e em poucos segundos o resultado está pronto para baixar. A conversão acontece dentro do seu próprio navegador, então o arquivo nunca é enviado. Funciona igual no Windows, no macOS e no Linux e também no iPhone e no Android, e continua funcionando mesmo se você cortar a conexão.
Até 100 arquivos de uma vez. Formatos misturados não são problema.
Eles são convertidos um após o outro e baixados juntos em um ZIP.
ASS para VTT
Nada, se você entregar o ASS puro. O elemento track só aceita WebVTT, e a recusa é silenciosa: o vídeo toca, o menu de legenda fica vazio, sem mensagem no console. É exatamente por isso que essa conversão existe.
A diferença com um ASS é o que está em jogo. Um SubRip não tinha nada a perder; uma faixa estilizada tem fontes, cores e posições, e o navegador não tem como renderizar nada disso nativamente. Converter aqui é uma decisão sobre quanto do design você vai reconstruir na mão.
WebVTT não é cego para estilo: uma cue pode ter um ajuste de linha que move na vertical, um alinhamento que move na horizontal, posição e tamanho. Isso é genuinamente mais do que o SubRip oferece.
Nada disso é preenchido aqui. Cada linha do ASS é reduzida a início, fim e texto puro antes de qualquer coisa ser escrita, então todo o posicionamento se perde e o navegador coloca tudo embaixo, centralizado.
O trabalho é manual e vale fazer de forma seletiva. Abra o ASS ao lado do VTT e ache as linhas que tinham posição — cartazes, texto na tela, qualquer coisa que não era diálogo.
Para cada uma, um ajuste de linha em porcentagem move a cue para cima, e um alinhamento move para o lado. Não vai bater com a colocação exata de um tipógrafo sobre uma placa em movimento, mas transforma uma sobreposição ilegível numa legenda que dá pra ler.
Essa é a diferença estrutural entre os dois formatos. ASS define estilos nomeados dentro do arquivo e cada linha referencia um deles. WebVTT espera que a página estilize a cue com CSS e trata o arquivo como conteúdo puro.
Na prática isso inverte onde fica o trabalho: fonte, tamanho, cor e sombra são definidos uma vez na folha de estilo e valem para a faixa inteira, o que é menos expressivo que um ajuste por linha e bem mais fácil de manter consistente.
Tudo entre chaves é apagado antes do texto ser escrito, então uma mudança de cor, um fade ou uma rotação não deixa vestígio. É o comportamento certo — um navegador desenharia o texto da tag literalmente na tela se ele fosse mantido.
Isso também derruba o itálico, o que pega gente de surpresa. ASS marca itálico com uma tag de override e WebVTT com uma tag de ângulo, e nada faz a ponte entre as duas. Se a faixa usava itálico para monólogo interno, restaurar é passar o VTT com a tag de ângulo.
ASS coloca várias linhas na tela ao mesmo tempo por design, em camadas separadas: diálogo embaixo, uma placa traduzida sobre o que ela traduz. WebVTT não tem camadas, e as duas viram cues comuns ocupando os mesmos segundos.
Navegadores empilham tudo embaixo do vídeo, o que raramente é o pretendido — a placa que devia ficar no canto superior direito agora fica em cima do diálogo por dois segundos. Ou posicione com ajustes de cue, ou decida que a placa não é necessária na versão web.
Um arquivo WebVTT precisa começar com a palavra WEBVTT sozinha na primeira linha. Não é documentação — um arquivo sem isso é rejeitado antes de qualquer outra coisa ser examinada. A saída aqui escreve esse cabeçalho, seguido de linha em branco.
Os timestamps são a outra exigência. ASS grava centésimos de segundo; WebVTT é escrito com três dígitos de milissegundos após um ponto, então 0:00:01.23 vira 00:00:01.230 com as horas preenchidas. Nenhuma precisão é inventada.
O atributo kind no elemento track distingue os dois, e a distinção tem consequência além da marcação. Legenda comum assume um espectador que ouve e traduz o diálogo; legenda oculta assume um espectador que não ouve, e por isso inclui informação sonora.
Uma faixa ASS convertida é quase sempre legenda comum. Marcar como oculta para satisfazer uma checklist de acessibilidade coloca a palavra certa na marcação e não cumpre a obrigação — e para órgãos públicos e cada vez mais empresas brasileiras essa obrigação é legal.
ASS marca uma quebra forçada com barra invertida e N maiúsculo, porque a linha inteira tem que caber num campo separado por vírgula. Isso é traduzido, não descartado: vira uma quebra real no texto da cue.
Vale conferir para que serviam essas quebras. Um tipógrafo quebra linhas contra uma renderização específica num tamanho específico, e um navegador vai renderizar o mesmo texto em fonte diferente, num tamanho que o espectador pode ter mudado.
Se o estilo é essencial — placas que carregam parte da trama, karaokê, tipografia que é parte da obra — as opções honestas são renderizar as legendas na imagem e servir uma cópia queimada, ou rodar um renderizador JavaScript que desenha ASS sobre o vídeo.
Para a maior parte do vídeo na web, nenhuma das duas vale a pena. Cues simples que aparecem, são selecionáveis, podem ser desligadas e lidas por leitor de tela valem mais para mais espectadores do que um design que só alguns vão ver.
| ASS | VTT | |
|---|---|---|
| Nome completo | Advanced SubStation Alpha | WebVTT |
| Extensão do arquivo | .ass, .ssa | .vtt |
| Tipo de mídia | text/x-ssa | text/vtt |
| Publicado pela primeira vez | 2002 | 2010 |
| Publicado por | — | W3C |
| Especificação | — | WebVTT |
| Licença | Padrão aberto | Padrão aberto |
| Situação hoje | Atual | Atual |
| Abre no navegador | Nenhum navegador | Todos os navegadores |
| Considerado no lugar | SRT | SRT |
VTT abre em qualquer navegador atual. ASS alcança ainda menos navegadores. Se o arquivo vai para uma página web ou um formulário, esse costuma ser todo o motivo da conversão.
VLC lê tanto ASS quanto VTT, então dá para comparar o resultado com o original sem um segundo programa.
VTT vem da W3C é de 2010, descrito em WebVTT. VLC e Subtitle Edit leem o formato.
Não. Esta conversão acontece inteiramente no seu navegador, então o arquivo não sai do seu aparelho. Você mesmo pode conferir: abra a aba de rede das ferramentas de desenvolvedor e converta alguma coisa. Você verá a própria página e as requisições de estatística e de publicidade com que este serviço é pago, e nenhuma que leve o seu arquivo.
É. Sem conta, sem marca d’água e sem cota diária para gastar: roda no seu próprio aparelho, então você pode voltar quantas vezes quiser. O navegador processa arquivos de até 100 MB, 100 por vez.
ASS e VTT descrevem o conteúdo de maneiras radicalmente diferentes. A conversão é, portanto, uma reconstrução e não uma cópia: fiel, mas não idêntica byte a byte. Posição, tipografia e efeitos são descartados; sobrevivem o texto e as suas marcações de tempo.
Para a conversão, não: ela acontece no navegador que você já tem aberto. Para abrir o resultado você precisa depois do programa com que o seu aparelho normalmente exibe WebVTT.