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AVIF
Hoje é o formato de imagem mais econômico para a web. Menor que WebP, mas demora mais para codificar.
AVIF é um contêiner: um invólucro para fluxos que outra coisa codificou. Ele guarda uma grade de pixels, então amolece assim que você o amplia além da própria resolução. Ele é usado para a web e entregar um arquivo pronto.
A extensão é .avif e o nome por extenso é AV1 Image File Format. Os dois importam menos do que aquilo que o arquivo consegue carregar, e é disso que trata o resto desta página.
A Alliance for Open Media publicou o formato em 2019. A especificação é AV1 Image File Format.
A idade interessa por um motivo prático: quanto mais antigo o formato, mais programas tiveram tempo de aprendê-lo.
Qualquer um pode implementá-la sem pedir permissão nem pagar licença. É por isso que o formato aparece em tantos programas, e é por isso que arquivos escritos há vinte anos ainda abrem.
AVIF guarda o conteúdo exatamente. Salvar de novo não muda nada, então dá para abrir, editar e salvar quantas vezes você quiser sem acumular estrago — e é isso que faz dele um formato de trabalho e não de entrega.
AVIF carrega um canal alfa, então uma logomarca mantém as bordas suaves por cima do que estiver atrás em vez de chegar dentro de uma caixa branca.
AVIF consegue guardar uma animação em vez de uma imagem parada. Vale saber disso antes de converter: um destino que só comporta um quadro fica com o primeiro e larga o resto, quase sempre sem avisar.
Até 12 bits por canal. Ele consegue trabalhar em RGB, YCbCr, o modelo em que o vídeo e o JPEG comprimem e gama de cores ampliada.
Mais de oito bits por canal é o que impede um degradê de virar degraus quando ele é editado: conta num arquivo de trabalho e quase nunca num arquivo pronto.
AVIF não consegue descrever uma imagem maior que 65.536 pixels de lado. Isso fica muito acima de uma fotografia comum e bem ao alcance de um panorama costurado ou de uma digitalização em alta resolução — é exatamente aí que a gente esbarra nele.
Em geral ele carrega AV1. Essa distinção está por trás de quase toda pergunta do tipo «por que isso não toca?»: dois arquivos com a mesma extensão podem conter codificações completamente diferentes, e um reprodutor que recusa uma pode se dar muito bem com a outra.
Ela também explica por que trocar de contêiner costuma ser rápido e sem perdas enquanto trocar de codec não é nem uma coisa nem outra. Mover o mesmo fluxo para outra caixa reescreve a caixa; recodificar reescreve a imagem.
GIMP, Squoosh e ImageMagick leem esse formato, e a maioria dos programas do mesmo tipo também.
Quando um arquivo não abre, o formato raramente é o problema — mais comum é o programa ser mais antigo que ele. Converter para algo mais antigo é o caminho confiável, e é para isso que serve o resto deste site.
Os navegadores atuais leem o formato; os antigos não.
Onde o suporte é desigual, servir um segundo formato ao lado é a resposta de sempre: o navegador pega o que entende e ninguém fica de fora.
AVIF consegue guardar os dados EXIF, os registros XMP e os perfis ICC.
Se alguma coisa disso sobrevive a uma conversão depende inteiramente do destino, e a resposta honesta costuma ser «uma parte».
AVIF foi feito para ser entregue, não para se trabalhar dentro dele. Editar um é possível e raramente agradável; o caminho sensato passa pelo original e por uma nova exportação.
As reclamações que se repetem: ele demora a ser escrito em comparação com os vizinhos.
Nada disso é motivo para evitar o formato. São as coisas que vale conhecer antes que uma delas te pegue de surpresa, o que é uma afirmação diferente e mais útil.
| Extensão | .avif |
|---|---|
| Tipo de mídia | image/avif |
| Publicado por | Alliance for Open Media |
| Primeira publicação | 2019 |
| Especificação | AV1 Image File Format |
O que esta página afirma pode ser conferido, e estes são os documentos que resolvem a questão.